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A impressão 3D poderá criar estruturas in loco em explorações espaciais.

Rita Ferreira Comentários 0
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29 mar

Já imaginou poder criar objetos no espaço? Sabia que as impressoras 3D podem ser de elevada importância e úteis para as explorações espaciais? Não há nenhuma dúvida de que a tecnologia cada vez mais facilita a nossa vida no nosso planeta, mas, o que é que aconteceria se as impressoras 3D fizessem o mesmo em Marte ou na Lua?

Isto é o que tentam demonstrar no novo laboratório do Centro Europeu para aplicações espaciais e telecomunicações da localidade de Didcot, em Inglaterra. Neste laboratório trabalham sem parar num novo projeto que pretende fazer das impressoras 3D uma ferramenta de grande ajuda em explorações espaciais futuras.

Em artigos anteriores falámos de como funcionam estes aparelhos e das coisas que já são capazes de imprimir com materiais especiais para este tipo de máquinas. Imprimem-se órgãos do corpo humano, casas, projetos de arquitetura e outros muitos objetos. Agora o grupo de investigadores da Agência Espacial Europeia (ESA em inglês) quer ir mais além.

Franco Ongaro, diretor de tecnologia da ESA, afirma que será necessário fazer várias provas visto que é preciso ter em conta as temperaturas extremas e as condições em gravidade zero fora da atmosfera terrestre. O que Ongaro quer dizer é que com esta nova tecnologia poder-se-á construir objetos no espaço em vez de os transportar a partir da Terra, tal como se tem vindo a fazer até agora.

Jan Woener, diretor geral da ESA, explica que tanto a Lua como Marte têm materiais próprios no solo com os quais se poderão criar estruturas em ambos os lugares. A verdade é que poderia facilitar e muito o trabalho de projetos que estudam as comunidades humanas em Marte. Também poderia criar bases lunares para uma melhor exploração do lugar.

A Agência Espacial Europeia pretende utilizar esta tecnologia a curto prazo para construir partes do motor dos lança-foguetes e também estruturas habitáveis noutros planetas. Daquilo que não há dúvida é que a impressão 3D tem um potencial muito valioso que ainda fica por estudar e descobrir.

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